Quem já perdeu tempo decorando senha diferente pra cada sistema da empresa entende na hora o apelo do SSO — login único, uma senha, acesso a tudo. O que nem sempre fica claro é que essa conveniência também muda o perfil de risco da empresa, pra melhor e pra pior, dependendo de como é implementado.
O que SSO resolve de verdade
- Menos senha pra decorar significa menos senha fraca ou repetida entre sistemas diferentes.
- Desligamento de funcionário fica mais simples: revogar o acesso central corta a entrada em todos os sistemas de uma vez.
- Menos chamado de "esqueci a senha" chegando no suporte de TI.
O outro lado: um ponto único de falha
Se a conta central de SSO for comprometida, o invasor ganha acesso a tudo que está conectado a ela de uma vez — não só um sistema isolado. É exatamente por isso que autenticação multifator não é opcional quando SSO está em jogo; sem ela, a conveniência vira um risco concentrado.
Nem todo sistema da empresa entra no SSO
Sistemas mais antigos ou fornecedores menores às vezes não suportam integração com SSO corporativo (protocolos como SAML ou OAuth). Vale mapear isso antes de prometer "login único pra tudo" — a realidade costuma ser "login único pra maioria, com algumas exceções".
Sessão expirada também é proteção
Configurar expiração de sessão e exigir reautenticação periódica, mesmo com SSO ativo, evita que uma sessão esquecida aberta num computador compartilhado vire porta de entrada permanente pra quem passar por ali depois.
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