O Windows 10 deixou de receber atualizações gratuitas de segurança em outubro de 2025. Quase um ano depois, muitas empresas ainda têm máquinas rodando esse sistema — e não é porque ninguém avisou, é porque a troca foi sendo adiada.
O que "fim do suporte" significa na prática
O computador não para de funcionar e nada trava de um dia para o outro. O que acaba é a correção de falhas de segurança. Toda vulnerabilidade descoberta a partir dali permanece aberta para sempre naquele sistema, e passa a ser conhecida publicamente assim que é divulgada.
O risco não aparece no primeiro dia
É justamente isso que torna o problema traiçoeiro. Nos primeiros meses tudo parece igual, o que reforça a impressão de que o alerta era exagero. A exposição vai se acumulando em silêncio, e o efeito costuma aparecer de uma vez, quando uma falha antiga é usada para entrar na rede.
Há ainda um efeito indireto: fabricantes de antivírus, sistemas de gestão e periféricos vão retirando o suporte a sistemas descontinuados. Com o tempo, o problema deixa de ser só segurança e vira compatibilidade.
Primeiro passo: saber exatamente o que você tem
Antes de decidir qualquer coisa, é preciso levantar quantas máquinas ainda estão no Windows 10, qual a configuração de cada uma e quais atendem aos requisitos da versão atual do Windows. Esse levantamento normalmente revela três grupos bem distintos, e cada um pede uma decisão diferente.
Os caminhos possíveis
Máquinas compatíveis podem ser atualizadas, e esse é o cenário mais simples. Máquinas antigas que não atendem aos requisitos precisam ser substituídas — em geral são equipamentos que já estavam no fim da vida útil de qualquer forma. E existe o programa pago de atualizações estendidas de segurança, que serve para ganhar tempo em casos específicos, não como solução definitiva.
Cuidado com o sistema que "só funciona no antigo"
Quase toda empresa tem aquele software legado que roda em uma máquina específica e que ninguém quer mexer. Esse caso merece atenção separada: às vezes a solução é isolar o equipamento da rede, às vezes é virtualizar, às vezes é hora de encarar a substituição do sistema. O que não funciona é fingir que o problema não existe.
Planeje a troca em etapas
Trocar todo o parque de uma vez pesa no caixa e atrapalha a operação. Dividir em lotes, priorizando quem lida com dados sensíveis e quem tem acesso a sistemas críticos, dilui o custo e reduz o impacto. O importante é ter um plano com datas, não uma intenção genérica de resolver mais para frente.
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